Eu tenho um problema que acho que partilho com muitos de
vós. Insegurança. Sim, eu sou extremamente insegura, com razão para o ser, mas de
tal modo que chego a ser paranóica. E torna-se ridículo! Eu ando na rua, vejo
pessoas a rir, penso que é de mim... Passo por pessoas a olhar e a falar, penso
que é mal de mim... Vejo alguém a sussurrar e acho que é de mim. Enfim... O
mundo gira em torno de mim? Não. Mas não consigo evitar achar que é isso que se
passa a toda a hora!
Eu sei que não é de mim que estão a falar, e que cada um tem
a sua vida, e que eu não sou assim tao má a ponto de ser sempre mal falada! Mas
sou louca. Sou paranóica. Sou muito insegura. Mas tento não ser. E vou
continuar a dizer-me a mim mesma: “não é de ti que estão a falar, esquece isso!”
e continuar o meu caminho e... Ir à casa de banho verificar se não tenho nada “fora
do sítio”, dizer a mim mesma que sou bonita, sou fixe, sou awesome. xD
Digo-vos, se passam isto não o façam a vós mesmos! Sim, há
muita má-língua ai fora, mas não precisam ter-nos a nós necessariamente como
alvos! Por vezes até somos nós mesmos que inventamos e criamos essas vozes, e
não devemos. Temos de pensar... Não, temos de SABER que não somos o centro de
todas as conversas, nem de todas as críticas ou o que seja.
E se existem essas críticas, que existam!
Isto pois já ouvi várias vezes, não de forma construtiva mas
sim de forma destrutiva coisas más. E até por vezes sem intenção. Porquê ser
tão maus? Porque é que querem magoar alguém que nem conhecem só pela roupa, pela
diferença ou a estranheza ou o que seja?
Epa a sério, ocupem a vossa vidinha inútil com a minha vida awesome.
Vozes de burro não chegam ao céu, e sei que pessoas que perdem tempo a criticar
(de forma intencionalmente danosa) outros passam a ser ou são a encarnação das
próprias críticas.
Não se reduzam. Não liguem a estas “vozinhas”. Mentalizem-se
que não são assim, que são o oposto do mal que eles dizem, pois é mesmo isso
que se passa! Eles falam pela dor de cotovelo.
É caso para usar a frase que todos conhecemos de infância: “Quem
diz é que é!”.
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